Massagem e hormônios: como o toque influencia nosso organismo

Uma sessão de massagem pode proporcionar relaxamento, aliviar tensões musculares e promover uma sensação de bem-estar. Mas você sabia que o toque também pode influenciar o funcionamento do sistema nervoso e, possivelmente, a atividade de alguns hormônios?


Nosso organismo possui um complexo sistema de comunicação entre o cérebro, os nervos e as glândulas responsáveis pela produção hormonal. Durante uma massagem, receptores sensoriais presentes na pele são estimulados e enviam informações ao sistema nervoso central. Essas informações podem desencadear respostas fisiológicas relacionadas ao relaxamento, à percepção da dor e ao estado emocional.


Cortisol: o hormônio do estresse

O cortisol é produzido pelas glândulas suprarrenais e desempenha funções essenciais, como regular o metabolismo e ajudar o organismo a responder a situações de estresse.


Alguns estudos investigaram se a massagem pode reduzir os níveis de cortisol. Embora certas pesquisas tenham encontrado reduções após as sessões, outras não observaram alterações significativas. Portanto, ainda não podemos afirmar que a massagem diminui consistentemente esse hormônio.


O que sabemos é que muitas pessoas relatam sentir-se mais tranquilas e menos estressadas depois de receber uma massagem, mesmo quando não são detectadas alterações hormonais.


Ocitocina: o hormônio do contato

A ocitocina é frequentemente chamada de hormônio do amor, por sua participação nas relações sociais, no vínculo afetivo e em diferentes respostas ao contato físico.


O toque agradável e seguro pode estar associado à liberação de ocitocina. Algumas pesquisas sugerem que determinados tipos de contato físico, incluindo a massagem, podem influenciar seus níveis no organismo.


Entretanto, os resultados ainda são limitados, e não está comprovado que toda sessão de massagem provoque um aumento significativo desse hormônio.


Serotonina e dopamina: substâncias relacionadas ao bem-estar

A serotonina e a dopamina são substâncias que atuam principalmente como neurotransmissores, permitindo a comunicação entre células nervosas.


A serotonina participa de processos relacionados ao humor, ao sono e à regulação de diversas funções corporais. Já a dopamina está envolvida nos mecanismos de motivação, recompensa e movimento.


Alguns estudos encontraram alterações nos níveis dessas substâncias após sessões de massagem. Entretanto, as evidências ainda são insuficientes para afirmar que a massagem aumenta diretamente sua produção ou concentração no cérebro.


Endorfinas: o sistema natural de controle da dor

As endorfinas são substâncias produzidas pelo próprio organismo que participam da regulação da dor e de outras respostas fisiológicas.


Uma das hipóteses para explicar os efeitos analgésicos da massagem envolve a ativação de mecanismos naturais de modulação da dor, dos quais as endorfinas podem participar.


No entanto, a redução da dor após uma massagem não significa necessariamente que houve aumento da liberação dessas substâncias. Outros mecanismos neurológicos também podem estar envolvidos.


Afinal, a massagem realmente influencia nossos hormônios?

A relação entre massagem, sistema nervoso e atividade hormonal é um campo interessante de investigação científica. Existem indícios de que o toque pode influenciar determinadas respostas neuroendócrinas, mas ainda precisamos de estudos mais robustos para compreender a intensidade e a duração desses efeitos.


É importante lembrar que os benefícios de uma massagem não dependem necessariamente de alterações hormonais. O relaxamento, a redução da percepção da dor e a sensação de bem-estar são resultados relevantes, mesmo quando não conseguimos identificar mudanças nos níveis de hormônios.


Além dos efeitos fisiológicos, a massagem também envolve importantes aspectos psicológicos. O contato humano, a sensação de segurança, a atenção recebida e a possibilidade de se desligar temporariamente das preocupações cotidianas podem contribuir para diminuir a ansiedade e promover o bem-estar emocional.


A relação de confiança entre o massoterapeuta e o cliente também desempenha um papel importante nessa experiência. Assim, os benefícios da massagem devem ser compreendidos como resultado de uma interação complexa entre fatores físicos, neurológicos e psicológicos.


Na Bergqvist Massagem, acreditamos que compreender a fisiologia humana e conhecer as evidências científicas são elementos fundamentais para uma prática profissional responsável. Afinal, uma boa massagem envolve não apenas técnicas manuais, mas também conhecimento sobre o funcionamento do corpo humano.


Texto escrito por Nils Bergqvist 31/10/2026.

Massagem relaxante

A massagem pode provocar alterações nos níveis de determinados hormônios após uma sessão.